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História História automobilística

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  #21  
Antigo 06-06-2011, 12:49
Avatar de Jose Pedro Moreira
Jose Pedro Moreira Jose Pedro Moreira está offline
 
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Mensagem Original de Filipe "Manta" Ver Mensagem
Estou à espera que me enviem mais fotos do restauro, contudo a mudança deste tópico para um tópico mais generalista, acho que não seria o melhor.

Contudo a mudança fica ao critério da moderação.
Filipe,

Não digo mudar, digo acrescentar ao tópico. O tópico em questão pretende no fundo dar destaque a carros que de uma maneira ou outra fazem parte do nosso património automobilístico.
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Only the Italians know how to make a car wich makes you smile
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  #22  
Antigo 02-07-2011, 13:13
Vitor Patricio Vitor Patricio está offline
 
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Default Re: AR... um carro Português.

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Mensagem Original de carlosescortsafari Ver Mensagem
Olá e boa noite, até concordo consigo ,gostava de saber, se nos documentos do seu carro, dizem siata, ou fiat 850. Há dias vi um giannini grand prix, e quando estava ao lado dele, reparei, que tinha muitos componentes fiat. Até gostei da "bomba", e até acho , que há um abarth, igual. Mas gostava de mostrar mais uns modelos, que usam componentes de outros carros, e não copiam ninguém
Tanto o Siata Spring, como o Giannini, como o Lombardi, como o OTAS, como o Bertone Racer, como o Spider, são versões diferentes do Fiat 850 fabricadas por pequenos carroçadores em parceria com a Fiat.
A Fiat baseado no Fiat 850 fazia a berlina, o coupé(design Boano), Van e o spider mandava fazer na Bertone.

Os documentos dos Bertone Racer, dos Giannini, Siata, ... têm no livrete o respectivo nome, já um Fiat 850 Spider fabricado pela Bertone é um Fiat.


Quanto às viaturas de fabrico nacional praticamente todos tinham componentes de motor de modelos já existentes, embora nalguns casos estejamos a falar de bloco motor, o resto era melhorado e isso não desvirtua o merito de fabricar uma viatura nova.

Ao longo dos tempos é facil encontrar intercambio de algumas peças entre modelos e marcas.
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  #23  
Antigo 18-06-2014, 09:39
Raquel Gil Raquel Gil está offline
 
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Default Re: AR... um carro Português.

Bom dia comunidade:
Tudo, ou quase tudo o que foi dito até agora acerca do AR português está correcto.
Mas...como sempre quem paga recebe a totalidade das honras. Os obreiros ficam esquecidos. Não é por mal, apenas a natureza humana.
E então quem foi que construiu a carroçaria em alumínio - isto nos anos 50 - toda feita à mão com Tais e martelos chapeiros?
Pois é... ninguém sabe.
Pois foi o nosso pai, Tomás Joaquim da Conceição Gil, infelizmente falecido recentemente e que era um verdadeiro artista na sua profissão. Aliás basta contactar a Escuderia de Castelo Branco e ficam a saber a história toda. Sem ele, o Tomáz não havia AR para ninguém. E não foi só a carroçaria. Foi também o chassi tubular, o apoio do conjunto propulsor e dos eixos. Enfim, quase tudo. Mas não esquecer os demais que trabalharam no carro. O estufador, o mecânico e o pintor. Todos deram o seu melhor num tempo em que a tecnologia era pouca e só a vontade muita. Fazer aquela carroçaria em alumínio naquele tempo em que soldar a alumínio... Não havia tigs ou migs.
Aqui fica a ressalva justa. Dos pobres também deve rezar a história.
Saudações automobilísticas.
Raquel Alves Gil filha de Tomaz Joaquim da Conceição Gil
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  #24  
Antigo 18-06-2014, 10:57
Bruno Miguel Azevedo Bruno Miguel Azevedo está offline
 
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É de louvar o trabalho do seu pai Raquel.
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  #25  
Antigo 18-06-2014, 13:07
Avatar de Carlos Pereira
Carlos Pereira Carlos Pereira está offline
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Default Re: AR... um carro Português.

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Mensagem Original de Raquel Gil Ver Mensagem
Bom dia comunidade:
Tudo, ou quase tudo o que foi dito até agora acerca do AR português está correcto.
Mas...como sempre quem paga recebe a totalidade das honras. Os obreiros ficam esquecidos. Não é por mal, apenas a natureza humana.
E então quem foi que construiu a carroçaria em alumínio - isto nos anos 50 - toda feita à mão com Tais e martelos chapeiros?
Pois é... ninguém sabe.
Pois foi o nosso pai, Tomás Joaquim da Conceição Gil, infelizmente falecido recentemente e que era um verdadeiro artista na sua profissão. Aliás basta contactar a Escuderia de Castelo Branco e ficam a saber a história toda. Sem ele, o Tomáz não havia AR para ninguém. E não foi só a carroçaria. Foi também o chassi tubular, o apoio do conjunto propulsor e dos eixos. Enfim, quase tudo. Mas não esquecer os demais que trabalharam no carro. O estufador, o mecânico e o pintor. Todos deram o seu melhor num tempo em que a tecnologia era pouca e só a vontade muita. Fazer aquela carroçaria em alumínio naquele tempo em que soldar a alumínio... Não havia tigs ou migs.
Aqui fica a ressalva justa. Dos pobres também deve rezar a história.
Saudações automobilísticas.
Raquel Alves Gil filha de Tomaz Joaquim da Conceição Gil
Muito obrigado. Por certo este tipo de informação não é qualquer pessoa que tem conhecimento, só mesmo as pessoas envolvidas ou familiares próximos dos "obreiros". Da nossa parte (classicosmania) só me resta mais uma vez agradecer por ter completado tudo o que se tem dito sobre o AR, é assim que as histórias se vão conhecendo e partilhando...
__________________
<a href=http://img853.imageshack.us/img853/2446/89998330.gif target=_blank><font color=#0000ff>http://img853.imageshack.us/img853/2446/89998330.gif</font></a>
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  #26  
Antigo 18-06-2014, 21:51
Avatar de Antonio Magalhães
Antonio Magalhães Antonio Magalhães está offline
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E o carro ja rola?????
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  #27  
Antigo 19-06-2014, 11:05
Avatar de Paulo Barbosa
Paulo Barbosa Paulo Barbosa está offline
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Mensagem Original de Raquel Gil Ver Mensagem
Bom dia comunidade:
Tudo, ou quase tudo o que foi dito até agora acerca do AR português está correcto.
Mas...como sempre quem paga recebe a totalidade das honras. Os obreiros ficam esquecidos. Não é por mal, apenas a natureza humana.
E então quem foi que construiu a carroçaria em alumínio - isto nos anos 50 - toda feita à mão com Tais e martelos chapeiros?
Pois é... ninguém sabe.
Pois foi o nosso pai, Tomás Joaquim da Conceição Gil, infelizmente falecido recentemente e que era um verdadeiro artista na sua profissão. Aliás basta contactar a Escuderia de Castelo Branco e ficam a saber a história toda. Sem ele, o Tomáz não havia AR para ninguém. E não foi só a carroçaria. Foi também o chassi tubular, o apoio do conjunto propulsor e dos eixos. Enfim, quase tudo. Mas não esquecer os demais que trabalharam no carro. O estufador, o mecânico e o pintor. Todos deram o seu melhor num tempo em que a tecnologia era pouca e só a vontade muita. Fazer aquela carroçaria em alumínio naquele tempo em que soldar a alumínio... Não havia tigs ou migs.
Aqui fica a ressalva justa. Dos pobres também deve rezar a história.
Saudações automobilísticas.
Raquel Alves Gil filha de Tomaz Joaquim da Conceição Gil
Em primeiro louvados aqueles que através da sua arte e conhecimento faziam naqueles tempos o que hoje com muita tecnologia não sem faz, ainda bem que nos trouxe este testemunho pois por trás de uma obra não estão só os mentores mas quem a executa, obrigado e gostaríamos que se pudesse nos transmitisse mais informações sobre este legado automobilístico e a descrição sobre a paixão do seu pai por esta obra de que fez parte.
__________________
http://renault16.webnode.com/
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  #28  
Antigo 19-06-2014, 11:18
Avatar de Paulo Barbosa
Paulo Barbosa Paulo Barbosa está offline
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Default Re: AR... um carro Português.

Na minha opinião confundisse aqui uma serie de coisas, sem por em causa os conhecimentos mecânicos e as performances do motor utilizado e provavelmente do desenvolvimento do mesmo era hábito nessa época que os carros construídos por pequenos carroçadores, as motorizações eram as que existiam no mercado porque era incomportável construir um motor para fazer só um carro e mesmo alguns que foram vendidos em grande numero utilizavam motorizações de outros e nem por isso deixam de ter marca própria pois a construção do veiculo é que lhe dá o cunho e não a motorização per si, hoje em dia até é demais, este carro é realmente um carro com uma marca e único ponto. A Lotus utilizou motores Renault e Ford, alguns Fiat dos anos 50 e 60 utilizaram motores Ferrari caso do Fiat Dino da mesma época que o Ferrari Dino e nem por isso passou a ser Ferrari.
Réplicas vontade falhada de ter um verdadeiro nem sequer tem motorizações em condições e algumas delas é de meter nojo aos cães.
Buggy só diversão e a grande destruição de carrochas sobretudo.
Os primeiros Porsche utilizavam a mesma motorização que VW o 356 por exemplo no entanto vale muito dinheiro, o que interessa??
__________________
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  #29  
Antigo 19-06-2014, 13:41
Raquel Gil Raquel Gil está offline
 
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Default Re: AR... um carro Português.

Bom dia a todos:
Tomaz Joaquim da Conceição Gil, homem de poucas posses e muita imaginação veio da aldeia para Castelo Branco para aprender uma arte. Calhou-lhe a de bate-chapas.
Mas porque era um ser de grande curiosidade e imaginação depressa se tornou também mecânico e – na altura era possível – um especialista em tudo o que era veiculo automóvel com oficina montada na cidade.
Casou com a Dnª Helena e dela teve o filho Carlos que lhe seguiu as pisadas e as filhas Piedade, Nazaré e a subscritora Raquel. Os seus conhecimentos e perícia no que fazia eram tantos que a determinada altura da sua vida foi convidado para trabalhar numa escuderia da Formula 1. Tivesse aceite e…
Mas o amor a Castelo Branco onde tinha todos como amigos e sobretudo à família fizeram-no declinar o convite.
Por causa da sua fama a trabalhar a chapa e a reparar automóveis, os senhores Alcobia e Ribeiro também com oficina própria optaram por contratar o meu pai Tomaz para construir o carro. Foi o que ele fez com todo o amor e carinho que sempre pôs em tudo o que realizou. Lembro-me que na quinta onde agricultava, os regos eram medidos com fita métrica e fio. Tinham que ficar perfeitamente alinhados. Até fazia confusão. Construiu alguma maquinas ferramentas que na época eram revolucionárias para o mercado local. Recordo uma de canelar a chapa que depois usava para fazer carrocerias cobertas para viaturas de mercadorias. Eram tão bem feitas e únicas que toda a gente as reconhecia.
Era uma pessoa generosa, por vezes em demasia. A cada amigo que lhe encomendava obra fazia sempre um preço muito, muito especial. Como tinha muitos amigos morreu pobre. Depois dos sessenta vieram as tromboses – adora um bom petisco – sete no total. Caiu à cama e de lá só saiu para a derradeira viagem.
Deixou como legado maior da sua arte o AR que segundo consta - ainda não apurei se é inteiramente e tudo verdade - mas o carro terá ficado num espaço emparedado e esquecido por muito anos até que o actual proprietário, arquitecto de profissão o viu e se apaixonou por ele. Gastou o que quis e entendeu e hoje, segundo consta está perfeito.
Tentarei brevemente entrar em contacto com o sr.arquitecto para se possível, conhecer toda história e felicitá-lo pelo que fez. Disso mesmo depois darei conta à comunidade.
Cumprimentos de Raquel Alves Gil, filha de Tomaz Joaquim da Conceição Gil
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  #30  
Antigo 19-06-2014, 13:47
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Paulo Barbosa Paulo Barbosa está offline
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Default Re: AR... um carro Português.

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Mensagem Original de Raquel Gil Ver Mensagem
Bom dia a todos:
Tomaz Joaquim da Conceição Gil, homem de poucas posses e muita imaginação veio da aldeia para Castelo Branco para aprender uma arte. Calhou-lhe a de bate-chapas.
Mas porque era um ser de grande curiosidade e imaginação depressa se tornou também mecânico e – na altura era possível – um especialista em tudo o que era veiculo automóvel com oficina montada na cidade.
Casou com a Dnª Helena e dela teve o filho Carlos que lhe seguiu as pisadas e as filhas Piedade, Nazaré e a subscritora Raquel. Os seus conhecimentos e perícia no que fazia eram tantos que a determinada altura da sua vida foi convidado para trabalhar numa escuderia da Formula 1. Tivesse aceite e…
Mas o amor a Castelo Branco onde tinha todos como amigos e sobretudo à família fizeram-no declinar o convite.
Por causa da sua fama a trabalhar a chapa e a reparar automóveis, os senhores Alcobia e Ribeiro também com oficina própria optaram por contratar o meu pai Tomaz para construir o carro. Foi o que ele fez com todo o amor e carinho que sempre pôs em tudo o que realizou. Lembro-me que na quinta onde agricultava, os regos eram medidos com fita métrica e fio. Tinham que ficar perfeitamente alinhados. Até fazia confusão. Construiu alguma maquinas ferramentas que na época eram revolucionárias para o mercado local. Recordo uma de canelar a chapa que depois usava para fazer carrocerias cobertas para viaturas de mercadorias. Eram tão bem feitas e únicas que toda a gente as reconhecia.
Era uma pessoa generosa, por vezes em demasia. A cada amigo que lhe encomendava obra fazia sempre um preço muito, muito especial. Como tinha muitos amigos morreu pobre. Depois dos sessenta vieram as tromboses – adora um bom petisco – sete no total. Caiu à cama e de lá só saiu para a derradeira viagem.
Deixou como legado maior da sua arte o AR que segundo consta - ainda não apurei se é inteiramente e tudo verdade - mas o carro terá ficado num espaço emparedado e esquecido por muito anos até que o actual proprietário, arquitecto de profissão o viu e se apaixonou por ele. Gastou o que quis e entendeu e hoje, segundo consta está perfeito.
Tentarei brevemente entrar em contacto com o sr.arquitecto para se possível, conhecer toda história e felicitá-lo pelo que fez. Disso mesmo depois darei conta à comunidade.
Cumprimentos de Raquel Alves Gil, filha de Tomaz Joaquim da Conceição Gil
Obrigado Raquel pelo testemunho emocionante e ao mesmo tempo apaixonante, se tiver algumas fotos dos engenhos e do carro, gostaríamos que partilhasse connosco se achar oportuno claro, ficaremos aguardar mais noticias sobre este carro e de quem de uma forma apaixonada o construiu. Cumprimento e bem hajam.
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